sábado, 23 de maio de 2009

Só é quando há.
Só há quando é.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


PRECISA-SE DE UM CORAÇÃO.
Pode ser apaixonado ou amargurado,
sensível ou um coração de pedra.
Pode ser partido ou remendado.
Pode ser leviano, bandido, sofrido
ou carinhoso, feliz, palpitante.
Pode ser regateano ou azulino,
sagrado ou verde e amarelo.
pode ser de mãe, de gelo ou de ouro.
Pode ser bobo, mole, balão ou são joão.
Tanto faz, apenas precisa-se de um coração.
TRATAR: 3376-8186 / 3315-7440

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

arte: David Pacheco


dê à vida uma idéia
dê à idéia uma vida
dê à vida e à idéia um projeto
dê ao projeto uma mídia.

domingo, 26 de outubro de 2008

se ser do leste
ou se é celeste
sempre parece
saber toda a prece,
vou pro oeste.

quem sabe apresse
ja que tudo perece
e de lá aprece
se ser do leste
era melhor... ou esquece.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

American

behold the big play
everything was ready since a long time ago
lights, make ups, and monetary resources
people are coming to see the perfect play
the play that talks about a lonely guy
and also about his mind's world.

by the director´s power
he was hanged
with rough ropes
thinking the ropes were hope

the beginning was hard
he was shy
but in a kind of war against himself
he passed by
and made everybody pay attetion

the character likes to point his thin finger
his head points to the heaven
his feet point to the hell
and he dances like he is free.

as you can see
he is in turmoil
his face doesn't have eyes
and the ropes are controlled by lies.

the context of the play
talks about "self-power"
and "pseudo-given"
fake angels
and fake devils

with a pretty background with lots of diversity
that actually never mixes together
in a place where everything can happen in the easiest way
and where the talk of feelings is what people should say
the whole beauty around
is just material, wood
that can be destroyed in a second
and no pray, no way
can hold it up
and what will be left
is a big lonely hanged guy.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

novos

foto: Arthur de Almeida



eles podem não falar nada,
não fazer nada.
ficar sentado, parado,
olhando a agonia passar,
sem a pressa bater,
nem o tempo andar
que a paz arrodeia.

sangue puro de tempos tranquilos
iluminam as veias,
acalmam o redor
e fazem questão nenhuma
de um momento maior.

aquilo é o que querem:
passar a tarde toda,
tomar um café,
sussurrar no ouvido
sobre o quanto era bom

andar por aí, empurrados pelo vento
e as folhas que caem com o tempo

eles não caem
são fortes, inspirações.
merecem cuidado, amados.
falam de amor calados
como ninguém mais.
tanto faz se deu certo ou não.
sabidos, como uma semana
é uma vida?

precisamos de idade,
vaidade que não se gaba.
sair de casa e ver o mundo
igual a um farol.

precisamos entender
o conforto de um banco de praça
como eles, um lindo capricho
como quando se vai o sol.

escritura:

criatura
que atura
a desenvoltura
da cabeça.